Hoje é um dia triste para a humanidade. A morte de Saddam Hussein é marca de uma postura do mundo ocidental errada. Liderados por outro verdadeiro ditador temos sido alinhados do terror numa luta que se diz contra ele. Impomos os nossos (?) valores a um mundo que não os entende, fazemo-lo por motivações economicistas e nunca por verdadeira preocupação com os direitos humanos, condenamos milhões à morte com a desculpa de salvar milhares, impomos o caos num país soberano, humilhamos um povo ao matar aquele que ainda era um líder para muitos num dia que para eles é santo. Envergonho-me de ser parte deste mundo. Um mundo hipócrita e egoísta.
sábado, dezembro 30, 2006
sexta-feira, dezembro 08, 2006
Estou preocupado....
São três e meia da manhã, nao consigo dormir! Ahh, aquele relatório sobre o emprego nos EUA que vai ser apresentado publicamente amanha está a consumir-me... Não consigo deixar de pensar no impacto que esse relatório pode ter nas cotações de Wall Street! Hoje fechou em baixa só com a expectativa... Ahh... Pode estar aí o fim do mundo... Já viram os indicadores que este relatório pode trazer para a direcção das taxas de juro na América? Já viram como isto pode influenciar a decisão do Banco Central Europeu no que diz respeito à razão dos aumentos no próximo ano de 2007? Onde quero chegar? À razão pela qual eu não acabo o curso.
Foda-se! Os economistas não devem mesmo ter direito a visitas conjugais!!! (*)
(*) Para os que ainda não estão lá dentro isto é valido da mesma forma, chamem-lhe antes visitas sociais.
terça-feira, novembro 28, 2006
A paixão como ela é...
Passou por mim confiante, olhos vivos, cabelo solto, despertou em mim todo o interesse. Era doce e meiga, meiga e doce. Era perfeita… Tinha aquele ar curioso de quem nunca está satisfeito. Ela era curiosa mas nunca impertinente. Enquanto passou por mim senti-me alheio a tudo o resto, senti um aperto no peito, um suor frio, senti-me perdido. Ela era a tal. Passava em câmara lenta, por segundos fiquei com a sensação que ela estava ali, não ia a nenhum lado, ela era o Sol, eu é que estava a passar ao lado. Por momentos deixei de ser Sol, agora tudo o resto, eu incluído, girava em torno de um novo corpo celeste. O egocentrismo desvaneceu-se… Perdido é mesmo o termo certo: não sei se era uma ânsia de prazer que me consumia, e aquele corpo despertava-me prazer, se uma vontade maior de ser feliz. Mas eu não estava excitado, não era o efeito de uma foto atrevida ou de um bikini mais ousado numa praia qualquer, era mesmo um aperto no peito, sem qualquer espécie de romantismo, um aperto do peito daqueles que nos parece precipitar para uma grande decisão. Mas não houve espaço para nenhuma decisão. Ela passou por mim, ou eu passei por ela, sem que nada, para além de uma troca de olhares, se tivesse passado. Naquele momento apetecia-me desistir de toda a minha vida, construída sob um escrutínio rigoroso do racional, e seguir por um atalho. Aquele ar de menina perfeita na sua imperfeição deixou-me desnorteado, a beleza do contraditório foi fulminante, tímida e evasiva, capaz e ansiosa por apoio, serena e desconcertante. Estaria aqui horas a arranjar adjectivos, sem que nenhum me parecesse suficientemente expressivo para traduzir o impacto que aquele olhar teve em mim. Aquele encontro deixou marcas, se não estivesse inundado de porcarias socializantes que nos toldam a liberdade de movimentos teria feito algo sobre o assunto, assim limitei-me a escrever sobre ele. Ai aquele olhar… Nem sequer sei a cor dos olhos dela, não interessa. Tenho ideia de serem escuros, mas a leveza com que ela erguia o seu olhar perante mim fez esquecer cores e formas, fez esquecer a beleza que, na realidade, ela tinha. Enquanto me cruzava naquele olhar só conseguia ver intenção, só conseguia ler desejos.
quarta-feira, novembro 22, 2006
Comprar Consciências
Assola-me uma grande dúvida… Serei capaz de defender um programa em que não acredito? Por motivos profissionais sinto-me tentado a defender um programa que seria extremamente benéfico para mim, no sentido em que eu sairia beneficiado financeiramente, mas, pasmem-se, não concordo com ele. Há aqui duas vertentes problemáticas: a primeira que se prende com possíveis razões morais que me levariam a não defender algo em que não acredito e outra que diz respeito à minha capacidade de convencer alguém a acreditar em algo que eu não acredito. Gostaria de vos expor melhor o problema, mas o youtube já deu origem a um processo judicial por análise do seu conteúdo, não quero que o blogger vá pelo mesmo caminho.
Agora falando sério, será imoral defender publicamente algo em que não depositamos esperanças pelo simples facto de isso nos trazer vantagens pessoais? Egoísmo? Será só isso?
quinta-feira, novembro 16, 2006
Falta de Tempo
Ou é a falta de tempo ou a pouca paciência para aturar certas coisas... E daí... Se calhar não! É mesmo falta de tempo. Mas não quero dizer com isto que não tenho tempo para aqui escrever umas linhas. A falta de tempo faz-se sentir de uma forma mais perigosa. As futilidades da rotina do dia-a-dia, os pequenos grandes problemas do existir, as contas, a fome, a sede, o diz que disse, o Livro do Santana (ok, já estou a exagerar), mas estas preocupações que nos vão ocupando o tempo vão ocupando, também, a mente. Estar envolto em pequenas coisas afasta-nos das grandes. Com isto não quero chegar a mais lado nenhum que não seja o facto de este espaço ser uma coisa grande. Com toda a humildade o digo. E posso explicar: Este site tem uma grande importância na minha sanidade mental (daí o meu estado nos últimos dias). É completamente inconsequente, tem a mesma visibilidade de um rascunho na capa de um caderno escolar (já foi o seu tempo), mas é uma expressão sentida de quem só tem uma pretensão: lembrar, daqui a uns tempos, como foi sentir o passado no presente e, quem sabe, fazer algumas comparações.
quarta-feira, novembro 01, 2006
Senhoras de bem!
Os falsos moralistas que povoam a nossa sociedade metem-me nojo. Quando senhoras com o seu snobismo ridículo vem para a televisão mostrar a sua indignação perante a possibilidade de deixarmos de perseguir criminalmente as mulheres que se viram em situações limite que acabaram com um aborto só podem estar a defender uma sociedade que já não é aquela com que os portugueses se identificam. Eu, pelo menos, não me identifico com uma sociedade que enxovalha as mulheres que são vítimas de circunstâncias da vida, e que voltam a ser vítimas por fazerem parte daquele grupo de pessoas para quem umas centenas de euros na viagem e tratamento em Espanha não estão dentro das suas possibilidades.
Essas senhoras, porque são maioritariamente senhoras, que se diz chocada com a hipótese de despenalização do aborto só podem ser do género de pessoa que se diz moralmente superior, absolutamente contrária à possibilidade abortiva da mulher, mas quando a filha bonita e eternamente virgem chega a casa grávida vai a correr para Badajoz praticar aquilo que, segundo elas, seria um crime atroz, e preservar a todo custo o bom nome de família e todos os valores morais que servem de suporte à sua burguesia patética e ao seu terço na cabeceira da cama. Concebem hipocrisia maior?
Essas senhoras, porque são maioritariamente senhoras, que se diz chocada com a hipótese de despenalização do aborto só podem ser do género de pessoa que se diz moralmente superior, absolutamente contrária à possibilidade abortiva da mulher, mas quando a filha bonita e eternamente virgem chega a casa grávida vai a correr para Badajoz praticar aquilo que, segundo elas, seria um crime atroz, e preservar a todo custo o bom nome de família e todos os valores morais que servem de suporte à sua burguesia patética e ao seu terço na cabeceira da cama. Concebem hipocrisia maior?
Só me ocorre uma: Aquela que tem marcado a história da Igreja Católica.
segunda-feira, outubro 30, 2006
Suicidal Tendencies
Já pensou na inocuidade de ser-se inserido numa rotina justificadora? Quando olho a vida como um todo, sem a perspectiva tacanha do próximo mês ou do próximo ano vejo um aglomerado de futilidades. Para um ateu qual é o objectivo disto tudo? Darwin diria que se resume tudo a fazer perdurar os genes, mas sinceramente: estou pouco interessado em fazer vencer a minha linhagem, aliás, sou um especial adepto dos métodos contraceptivos. Lanço, por isso, aqui um repto: Consegue explicar-me o porquê de continuar por aqui sem utilizar as expressões “pequenas coisas”, “deixar marca” e “depois da morte”?
(Não, não estou à beira do suicídio. E não, não tente responder àquela questão, chama-se retórica)
(Não, não estou à beira do suicídio. E não, não tente responder àquela questão, chama-se retórica)
quarta-feira, outubro 18, 2006
EUA querem negar acesso ao espaço a outros países
"O presidente norte-americano, George W.Bush, determinou uma nova política espacial que fixa a defesa como uma prioridade e reserva aos EUA o direito de negar o acesso ao espaço a países que considerar adversários."
Com isto fiquei a saber algo que ainda não sabia (estamos sempre a aprender): afinal o espaço é propriedade dos Estados Unidos. E, convenha-se, não estamos a falar do espaço que vai do intercomunicador com deus ao boneco do Woody (itens que povoam a secretária do Sr. Bush). Estamos a falar do Espaço, aquele que se diz ser infinito, desconhecido, misterioso na sua grandeza. Esse Espaço é agora propriedade do senhor Bush e seus lacaios. É por estas e por outras que folgo muito em saber que vivo no lado civilizado do mundo, aquele que se rege por valores como a Democracia, os Direitos Humanos e essas tretas todas que servem muito bem o propósito encher os programas curriculares dos nossos jovens.
Democracia? Em política internacional só podemos falar dum regime: o Absolutismo, e como a política local está subjugada, e cada vez mais, ao equilíbrio global dos mais poderosos fica a pergunta: Para que servem democracias fantoches que se limitam à subserviência de um poder global que se impõe pela capacidade militar?
Com isto fiquei a saber algo que ainda não sabia (estamos sempre a aprender): afinal o espaço é propriedade dos Estados Unidos. E, convenha-se, não estamos a falar do espaço que vai do intercomunicador com deus ao boneco do Woody (itens que povoam a secretária do Sr. Bush). Estamos a falar do Espaço, aquele que se diz ser infinito, desconhecido, misterioso na sua grandeza. Esse Espaço é agora propriedade do senhor Bush e seus lacaios. É por estas e por outras que folgo muito em saber que vivo no lado civilizado do mundo, aquele que se rege por valores como a Democracia, os Direitos Humanos e essas tretas todas que servem muito bem o propósito encher os programas curriculares dos nossos jovens.
Democracia? Em política internacional só podemos falar dum regime: o Absolutismo, e como a política local está subjugada, e cada vez mais, ao equilíbrio global dos mais poderosos fica a pergunta: Para que servem democracias fantoches que se limitam à subserviência de um poder global que se impõe pela capacidade militar?
terça-feira, outubro 17, 2006
Menina de 14 anos interrogada por ameaçar Bush na Internet
Uma adolescente de 14 anos foi interrogada pelos serviços secretos dos EUA depois de ter publicado algumas ameaças a George W. Bush num site para jovens na Internet.
Dois agentes federais interromperam uma aula de Biologia na escola McClatchy de Sacramento, na Califórnia, para levarem Julia Wilson para um interrogatório que durou 15 minutos.
Durante algum tempo, Julia protestou contra a guerra e contra a política de Bush num fórum virtual. A página continha caricaturas do presidente dos EUA e mensagens ameaçadoras, o que converteu a menina em suspeita.
in Diário Digital
Acham necessário algum comentário?
quinta-feira, outubro 12, 2006
Idiotas há muitos!
Segundo o Jornal de Notícias, Alberto João Jardim disse hoje, 12 de Outubro, que Sócrates e Teixeira dos Santos terão violado a Constituição com a proposta de lei das Finanças Regionais, mais concretamente no seu artigo 118.º.
Este senhor ou tem andado com um peso na consciência que não o deixa pensar ou então teve um lapso ridículo e, simultaneamente, hilariante!
Este senhor ou tem andado com um peso na consciência que não o deixa pensar ou então teve um lapso ridículo e, simultaneamente, hilariante!
Constituição da República Portuguesa
Artigo 118.º
(Princípio da renovação)
Artigo 118.º
(Princípio da renovação)
1. Ninguém pode exercer a título vitalício qualquer cargo político de âmbito nacional, regional ou local.
2. A lei pode determinar limites à renovação sucessiva de mandatos dos titulares de cargos políticos executivos.
2. A lei pode determinar limites à renovação sucessiva de mandatos dos titulares de cargos políticos executivos.
segunda-feira, outubro 09, 2006
Dying Young
O encanto de ser jovem reside no facto de sermos livres para errar. Ser jovem eternamente é não perceber que o erro nos consome.
Envelhecer parece, por isso, um mal menor perante a hipótese de morrer jovem!
segunda-feira, outubro 02, 2006
Impotência
Não sabemos quem somos até nos pormos verdadeiramente à prova. E, com sinceridade, metade e um terço deste mundo ainda não se pôs à prova, é a minha convicção. E só chego aqui por perceber que também eu ainda não me pus à prova. Por mais pensões que visite essa continua a ser a minha convicção. Por mais longe que ande da toca parece-me sempre que o mundo está lá fora… Lá, entre o Sol e o Si; como alguém diria…
Escapa-me sempre o momento por alguns segundos, por mais cedo que chegue…
quinta-feira, setembro 28, 2006
Penetrar no nosso mundo!
Hoje o nosso hóspede é o senhor Bush. É um convidado especial com honras de inauguração deste nobre espaço lúdico. Sim, porque a nossa pensão pode ser barata, imunda, longe do mundo, mas não deixa de ser um lugar de prazer. O senhor Bush representa tudo aquilo que se espera deste espaço: idiotices atrás de idiotices. E nós sabemos como as idiotices nos dão prazer, antes de nos chocar. E como este senhor já não choca ninguém…

Espero que façam deste espaço um ponto de contacto. Nada melhor do que um encontro nesta pensão para despertar sensações diferentes. Esqueçam as nódoas persistentes, o ar pesado, a falta de luz, a mobília envelhecida ou a erupção de humidade. Concentrem-se naquilo que vos fez chegar aqui: a descoberta de novas sensações, o reencontro com velhos hábitos ou simplesmente a confirmação de que não são os únicos a pensar diferente.
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